FUNAI-Fundação Nacional do Índio - Coordenação Regional Nordeste II (CE - PI - RN - PB)


FUNAI -- COORDENAÇÃO REGIONAL NORDESTE II (T.I.s sob circunscrição: CE-PI-RN-PB)

>> SETORES

- Divisão Técnica (DIT)
- Serviço Administrativo (SEAD)
- Serviço de
Gestão Ambiental e Territorial (SEGAT)
- Nucleo de Tecnologia e Informação (NUTINF)
- Coordenações Técnicas Locais (CTLs): Crateús/CE, Itarema/CE, Piripiri/PI, Natal/RN, João Pessoa/PB e Baía da Traição/PB

>> COORDENADOR
Paulo Fernando Barbosa da Silva

>> CONTATO
Rua Abílio Martins, 805 – Parquelândia
CEP 60455-470 - Fortaleza – Ceará
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terça-feira, 15 de abril de 2014

JENIPAPO-KANINDÉ 2014

Festa do
Marco Vivo

Celebrado anualmente, o Marco Vivo é uma tradição Jenipapo-Kanindé

No dia 9 de abril os habitantes da Aldeia Lagoa Encantada, em Aquiraz, se mobilizam para a comemoração do Marco Vivo, quando são reverenciados os ancestrais Jenipapo-Kanindé. Nesta data tradicional, os indígenas festejam o início de uma nova etapa dos ciclos cotidianos da etnia, com a presença de lideranças e convidados.


Congraçamento garante a união na retomada coletiva dos ciclos ancestrais

A programação do evento é a seguinte:
Dia 09 de abril (quarta-feira)>> 08h00 às 09h00 - Café da manhã (pousada Jenipapo-Kanindé)
>> 09h30h às 10h30 - Abertura da Festa com o ritual sagrado (Toré)
>> 10h30 - Roda de conversa com lideranças e instituições parceiras presentes
>> 12h00 - Almoço (pousada Jenipapo-Kanindé)
>> 14h00 - Retorno para as mangueiras do tio Odorico
>> 14h30 às 15h30 - Apresentações locais Kunhã Apyara / escolha do garoto e da garota Marco Vivo
>> 16h00 - Ritual sagrado para as bênçãos do Marco Vivo
>> Encerramento: caminhada até o local de plantar o Marco Vivo.




Espiritualidade à flor da pele

Local:
Mangueiras do tio Odorico / Terra Indígena Lagoa Encantada / Aquiraz/CE
Contatos e informações: (85) 9204-6590 ou 8713-5079

Organizadores: Everardo (presidente do Conselho Indígena Jenipapo-Kanindé), Cacique Pequena, Heraldo Alves, Ana Karolina, Claubi Silva e Cacique Irê


Lideranças de outras etnias e convidados vêm participar

SAIBA MAIS
http://tv.diariodonordeste.com.br/video/webdoc/indios-celebram-festa-marco-vivo/a2c98f0c91c0374200b2648e2e42f4bf



quarta-feira, 2 de abril de 2014

APROCE NA ALCE

Professores indígenas
pedem apoio da AL
para reconhecimento
de direito trabalhista



Reunião dos professores indigenas na ALCE

Grupo formado por 12 professores indígenas do Ceará foi recebido pelos deputados Paulo Facó (PTdoB), Fernanda Pessoa (PR), e pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tin Gomes (PHS). Os educadores pediram o reconhecimento dos direitos trabalhistas da categoria.

“Hoje nós trabalhamos nas escolas indígenas como autônomos e sem direitos trabalhistas, como a licença maternidade e férias”, disse o coordenador da organização de professores indígenas do Estado, Jeová Pitaguary.

Segundo Jeová, o assunto já foi discutido na Assembleia Legislativa em 2012, por sugestão da deputada Rachel Marques (PT), e a Casa aprovou um projeto de indicação que propunha o reconhecimento do cargo de professor indígena.

O projeto foi encaminhado ao Executivo. “Na Secretaria de Educação, que deveria discutir o assunto, o projeto foi perdido”, afirmou o coordenador, que solicitou o apoio dos deputados e a retomada do tema.

O vice-presidente Tin Gomes ouviu as reivindicações e agendou uma audiência com o secretário-adjunto de Educação do Ceará, Maurício Holanda Maia, às 10h00 do dia 10 de abril. O parlamentar disse ainda que irá resgatar o projeto indicativo e remeter novamente à Secretaria de Educação “para que vocês possam ser recebidos no Executivo e retomar as negociações. Nós vamos acompanhar”, afirmou o parlamentar.

Foi acertada ainda a realização de uma audiência pública para que o tema ganhe mais visibilidade. A indicação deve ser do deputado Paulo Facó. “Vamos primeiro saber o que dirá a Secretaria de Educação no dia 10. Chega dessa história de que índio quer apito. Índio quer seriedade, quer ser respeitado”, enfatizou o parlamentar.

Ainda conforme Jeová Pitaguary, 428 professores trabalham com contrato temporário nas escolas indígenas do Ceará, e o reconhecimento da categoria e a realização de um concurso público são algumas das ações previstas pela Pactuação do Território Etnoeducacional Potyrõ.

O acordo assinado por 22 estados brasileiros ainda não foi subscrito pelo Ceará, e “esse é o grande desafio”, pontuou. “Estamos falando de uma política de trabalho com várias ações específicas. Se o Estado assinar, não vamos mais precisar ficar pedindo a valorização do magistério indígena, que está contemplada no pacto”, frisou Jeová.

Conforme informação contida no site da FUNAI, atualmente vivem no Ceará aproximadamente 22 mil índios, divididos em 14 etnias, espalhadas em 18 municípios. Entre eles, Caucaia, Maracanaú, Itapipoca, Canindé e São Gonçalo do Amarante.

YI/CG
/ Agência de Notícias da Assembleia Legislativa (agencia@al.ce.gov.br)
Twitter: @Assembleia_CE
Foto: Paulo Rocha